O medo precede o prazer
Como o ódio receia a paixão
Viver dá medo
Empresta segredos
Aluga desejos
Inflama e instiga o novo.
Sozinho, ele intenso
Sem limites, estribeiras e consciência
Paralisa a boca trêmula
E os músculos lacrimejantes
O branco das palavras escurece a vista
O susto, o irracional, as vozes do pensamento.
O tempo e o presente
A realidade e a fantasia
O agora insistente.
O medo de ver e sentir-se gente
A angústia, o engasgo e a saliva
O peso e a desmedida
O ontem incoerente.
Curtos e confusos
Amanhãs incertos
Com a pele sensível
À brisa e à folha
Numa rotina de desencontros
Com o prazer supremo da vida.


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